{"id":5622,"date":"2021-02-11T23:36:33","date_gmt":"2021-02-11T23:36:33","guid":{"rendered":"https:\/\/carlotas.org\/bra\/?p=5622"},"modified":"2024-06-03T23:37:07","modified_gmt":"2024-06-03T23:37:07","slug":"o-que-as-criancas-negras-mais-ouvem-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carlotas.org\/bra\/o-que-as-criancas-negras-mais-ouvem-na-escola\/","title":{"rendered":"O que as crian\u00e7as negras mais ouvem na escola"},"content":{"rendered":"<p>Minhas enteadas, hoje com 13 e 11 anos, desde pequenas, mesmo antes da minha chegada na vida delas, convivem com a <span style=\"color: #ff5500;\">diversidade<\/span>. Uma amiga de meu marido sempre fez quest\u00e3o de presentear as crian\u00e7as com livros e elementos que fazem parte da <span style=\"color: #ff5500;\">cultura afro-brasileira<\/span>. Aqui em casa os nomes Oxum, Iemanj\u00e1, s\u00e3o corriqueiros, as quais, para n\u00f3s, que n\u00e3o fazemos parte de religi\u00f5es de matriz africana, est\u00e3o no campo da bela mitologia africana.<\/p>\n<p>Eu tenho uma f\u00e9 budista e desde quando passamos a morar juntos, eu fa\u00e7o a minha pr\u00e1tica budista em meu orat\u00f3rio aqui em casa. Por causa disso, ou n\u00e3o, a minha enteada mais velha, se interessou por um livro com linguagem HQ que conta a hist\u00f3ria de Buda. Ela adorou conhecer Siddharta Gautama, que eu fui ensinada a chamar de Buda Shakyamuni.<\/p>\n<p>Outros colegas e familiares tamb\u00e9m oferecem outras literaturas com m\u00faltiplas variedades de assuntos e temas, com isso, assim como a mitologia n\u00f3rdica e grega, a mitologia africana e oriental, tamb\u00e9m fazem parte do conte\u00fado vivenciado aqui na minha casa. Estou contado tudo isso, para partilhar um outro momento de minhas enteadas.<\/p>\n<p>Quando elas estavam no 3\u00ba e 5\u00ba ano, trouxeram para casa um inc\u00f4modo:<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff5500;\">&#8211; Por que as pessoas acham que chamar outra pessoa de macumbeiro \u00e9 ofensa?<\/span><\/p>\n<p>Fomos ent\u00e3o desenvolver a conversa, e elas disseram que um dos colegas da escola, chamava outro colega, que \u00e9 negro, de macumbeiro. E elas logo trouxeram a resposta:<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff5500;\">&#8211; Macumbeiro \u00e9 quem toca macumba, eu queria saber tocar macumba, isso n\u00e3o pode ser ofensa.<\/span><\/p>\n<p>E neste momento tivemos que explicar para elas uma das \u201cofensas\u201d mais ouvidas por crian\u00e7as negras na escola. Fruto do racismo, da intoler\u00e2ncia religiosa, do racismo cultural e da ignor\u00e2ncia. Caso voc\u00ea n\u00e3o saiba, trago aqui a defini\u00e7\u00e3o da palavra Macumba: antigo instrumento de percuss\u00e3o de origem africana, que era outrora usado em terreiros de cultos afro-brasileiros.<span style=\"color: #ff5500;\">Tenho certeza de que se as meninas aqui de casa n\u00e3o tivessem contato com tanta diversidade, elas tamb\u00e9m poderiam entrar na onda e se juntar ao colega na ofensa.<\/span> Nesse momento, sentimos um al\u00edvio e uma imensa alegria por proporcionar \u00e0s crian\u00e7as aqui de casa uma educa\u00e7\u00e3o repleta de diversidade cultural.<\/p>\n<p>Voc\u00ea a\u00ed que est\u00e1 me lendo, tamb\u00e9m sente essa alegria e al\u00edvio?<\/p>\n<p>Em outro momento, dialogando com uma diretora de uma escola municipal de uma cidade do interior paulista, ela me revelou com muita alegria que formou um grupo de dan\u00e7a afro na escola. Os meninos e meninas tinham coreografia e figurinos com tecidos especiais, mas logo em seguida ela me relatou algo com tristeza:<\/p>\n<p>&#8211; As crian\u00e7as se apresentam em diversos lugares, nos eventos esportivos da cidade, na c\u00e2mara de vereadores, nas pra\u00e7as e parques, mas se recusam a se apresentarem aqui na escola para os pr\u00f3prios colegas, pois s\u00e3o frequentemente chamadas de macumbeiras.<\/p>\n<h3>Nas escolas, muitas crian\u00e7as negras recebem o t\u00edtulo de macumbeiras com um sentido pejorativo. A intoler\u00e2ncia religiosa somada ao racismo, muitas vezes ensinados dentro de casa, t\u00eam se tornado arma daqueles que tentam, por meio da ignor\u00e2ncia, diminuir crian\u00e7as negras.<\/h3>\n<p>Quando meus colegas de escola queriam me diminuir, por conta da cor da minha pele, eles tamb\u00e9m me chamavam de macumbeira. Nessa \u00e9poca eu n\u00e3o sabia o que significava a palavra, mas o c\u00f3digo racista da sociedade me ensinou que n\u00e3o era algo de se orgulhar. <span style=\"color: #ff5500;\">Hoje eu olho para tr\u00e1s e penso como era triste n\u00e3o poder ter orgulho das minhas pr\u00f3prias origens e cultura, isso me fez enorme falta na constru\u00e7\u00e3o de quem eu sou. Um pouco do meu trabalho hoje \u00e9 para resgatar isso, resgatar a minha cultura ancestral, n\u00e3o s\u00f3 para mim, mas para diversas pessoas que me acompanham.<\/span><\/p>\n<p>E aqui v\u00e3o duas perguntas:<\/p>\n<p>O seu filho sabe o que \u00e9 macumba? Que tal oferecer mais diversidade na educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as?<\/p>\n<p>No in\u00edcio do texto voc\u00ea pode ter pensado que a cabe\u00e7a de minhas enteadas deve ser confusa, e eu te digo que, pela experi\u00eancia que temos, o excesso de refer\u00eancias e diversidade, aqui em casa, nunca fez mal, pelo contr\u00e1rio, sempre ajudou na explica\u00e7\u00e3o do mundo para elas.<\/p>\n<p>*Ilustra\u00e7\u00e3o da capa via <a href=\"https:\/\/br.freepik.com\/vetores\/ideia\"><ins datetime=\"2024-06-03T23:35:29+00:00\">freepik<\/ins>.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minhas enteadas, hoje com 13 e 11 anos, desde pequenas, mesmo antes da minha chegada na vida delas, convivem com a diversidade. Uma amiga de meu marido sempre fez quest\u00e3o de presentear as crian\u00e7as com livros e elementos que fazem parte da cultura afro-brasileira. 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