92 Anos de Voto Feminino: Conquistas e Desafios Atuais

A imagem mostra uma ilustração vibrante de três mulheres estilizadas com pele em tons verdes e lábios vermelhos. Elas estão usando óculos de sol amarelos e roupas coloridas em padrões tropicais, com fundos em tons de rosa. A mulher no centro segura um cartão com a palavra "VOTE" em destaque, sugerindo uma mensagem clara de incentivo à participação nas eleições ou em processos de voto. A arte tem um estilo gráfico forte, com linhas definidas e cores contrastantes, destacando a importância da mensagem e sugerindo uma ideia de empoderamento feminino e engajamento cívico. As expressões faciais são neutras, mas a presença dos óculos de sol e as cores ousadas conferem um ar de confiança e determinação. A imagem, portanto, combina arte e ativismo de maneira visualmente marcante.

Faz 92 anos que as mulheres conquistaram seu direito ao voto. No próximo domingo voltaremos às urnas para a escolha de vereadores(as) e prefeitos(as).  

Você sabe quantas candidatas teremos para este ano?

Já estão disponíveis, na página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os percentuais de candidaturas femininas e de pessoas negras por partido político. Do total de 456.310 candidaturas registradas, 155 mil são de mulheres e 301.310 são de homens. Desses totais por gênero, 74.355 são mulheres não negras, 80.645 mulheres negras, 159.942 homens negros e 141.368 homens não negros.

Portanto, esses números indicam que apenas 15% das candidaturas este ano serão representadas por mulheres e de acordo com o levantamento da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) esse é o maior percentual desde 2000.

A diretora-presidente da Elas no Poder, Thânisia Cruz, relaciona a falta de representatividade feminina a questões de gênero, raça, classe, território e as violências que rondam as eleitoras como:

Ameaças e chantagens para votar no candidato que o homem indica;

A religião ainda influenciando a tomada de decisão na hora do voto;

O desencorajamento de mulheres participarem de processos políticos.

Para que possamos repensar e enfrentar os milhares de desafios que ainda hoje estão presentes na política, o Senado juntamente com o Ministério das Mulheres e da Igualdade Racial lançou um guia eleitoral para candidaturas femininas e negras objetivando  não só apoiar as candidaturas de grupos subrepresentados em suas jornadas políticas ao longo dos pleitos eleitorais, mas também contribuir para uma transformação social mais inclusiva, que potencialize a participação coletiva, a justa distribuição equitativa de oportunidades e o fortalecimento da democracia brasileira.

A imagem mostra três páginas de um documento sobre o processo eleitoral, com foco na pré-campanha e campanha no Brasil. O conteúdo está estruturado de forma clara, com títulos em destaque e explicações detalhadas sobre o que envolve cada fase do processo. Aqui está um resumo do conteúdo de cada página: Página 25: Título: "Processo Eleitoral: Pré-Campanha e Campanha". O texto explica que o processo eleitoral no Brasil é complexo, dividido em fases, que culminam na eleição e posse dos eleitos. A pré-campanha é caracterizada como a fase preliminar, nos bastidores, onde candidatos começam a se preparar, definir propostas e estabelecer alianças, enquanto a campanha propriamente dita envolve maior visibilidade e intensidade. Página 26: Título: "Pré-Campanha: Estratégias e Orientações para Mulheres e Pessoas Negras". Explicações sobre a importância da pré-campanha para mulheres e pessoas negras que buscam entrar na política. Detalha o que é permitido e o que não é permitido durante essa fase, com foco em ações que podem ajudar essas candidatas a ganharem visibilidade de forma legal. Página 27: O que não é permitido na pré-campanha: Aqui são listadas as atividades proibidas durante a pré-campanha, como fazer pedidos explícitos de voto e distribuir brindes. Além disso, são destacados abusos de poder econômico, político e dos meios de comunicação. Este material parece ser um guia voltado para a orientação de mulheres e pessoas negras, auxiliando-as a navegar pelas fases do processo eleitoral de maneira informada e eficaz, além de garantir o cumprimento das regras e evitar práticas ilegais.

O guia é uma ferramenta estratégica para enfrentar os desafios da representação feminina e negra na política. Além de organizar o ciclo eleitoral, oferece recomendações específicas para superar obstáculos como fraudes às cotas de gênero, as fragilidades na implementação das ações afirmativas para pessoas negras, a violência política contra mulheres e pessoas negras, entre outros.

Afinal, a inclusão de vozes de mulheres e pessoas negras na política contribui para uma diversificação nos espaços decisórios, o aprofundamento da justiça social e o combate às desigualdades estruturais.

 

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