Os livros nos convidam a viajar por diferentes mundos, conhecer outras realidades, descobrir novas ideias e enxergar a vida por diferentes perspectivas. Cada leitura é uma oportunidade de aprender, despertar a imaginação e ampliar nosso olhar sobre nós mesmos(as) e sobre as outras pessoas.
Para celebrar o Dia Nacional do Livro, reunimos algumas indicações de livros que nosso time leu ou está lendo. Desta vez, além do título e do nome do(a) autor(a), convidamos cada pessoa a compartilhar um trechinho marcante da obra escolhida.
Segue o resultado dessa provocação:
Trecho escolhido por Gabriela Treteski

Livro: O Palhaço e Psicanalista
Autores: Christian Dunker e Cláudio Thebas
“Fazer da escuta uma ‘experiência’ é deixar que as palavras e os corpos nos cheguem, nos afetem, nos atravessem. Requer estarmos vulneráveis e disponíveis para a aventura. Voltando à palavra ‘experiência’, aprendemos que carrega em si as lições para viagem, do latim experiri: ‘experimentar, provar’. Periri: vem de periculum ‘perigo’. E raiz per, que se relaciona com a ideia de ‘travessia’. O mesmo radical aparece em ‘pirata’ (peirates), como signo daquele que não tem um lugar fixo no mundo, mas é um viajante despossuído, que vai pegando o sapato dos outros, deixados ou tomados por aí.
A viagem da escuta é, portanto, a experiência do risco, do perigo e da travessia: não temos como antecipar os rumos da viagem que se abre quando o outro começa a se abrir. Poderíamos chamar de ‘desencontrole’ a nau que nos transporta nessa jornada rumo ao desconhecido, e de ‘cuidado’ a força que nos encoraja a embarcar e a suportar as incertezas da viagem.”
Trecho escolhido por Fabiana Gutierrez

Livro: A Batalha
Autor: Jessé Andarilho
Ele começou a escrever seu primeiro livro no celular durante as viagens de trem de casa para o trabalho e, além de escritor, é fundador do Instituto Marginow. A Batalha conta a história de um menino tímido que, por meio da rima e da poesia, encontrou seu sonho.
“Viver de sonho, mesmo quando dói
Mesmo quando o mundo julga e constrói
Minha vitória vem do chão que pisei
Se hoje eu tô aqui, foi sonhando que cheguei”
Trecho escolhido por Jorge Franco

Livro: Azul e Vermelho
Autora: Mireya Tabuas
Eu quero indicar um livro de literatura infantil, daqueles que é um tapa na cara dos adultos. Sabemos que, atualmente, em tempos de eleição, são momentos de destilação de ódios e intolerância para todos os lados, brigas por ideologias e preferências que dividem muitas vezes até famílias. Mas já paramos para pensar como nossas crianças observam tudo isso? Como podemos ensiná-las o que é democracia mediante os comportamentos dos adultos?
“Minha mamãe gosta de azul, meu papái gosta de vermelho.
Mamãe diz que o azul é melhor porque o céu, que é maior que a terra, também é azul.
O papai diz que o vermelho é melhor porque o sangue de todos nós, seres humanos, é vermelho.
Às vezes, papai e mamãe brigam por causa das suas cores e ficam dias sem se falar.
Hoje me sentaram na frente deles e me perguntaram qual das duas cores eu gosto mais. Eu respondi que gostava das duas, mas eles disseram que eu teria que escolher uma só.
Eu pensei e respondi: ‘Disse que minha cor preferida é o roxo, porque é a cor das uvas, mas principalmente gosto do roxo porque tem o azul da mamãe e o vermelho do papai…’”
Trecho escolhido por Gabriela Garcia

Livro: Crônicas de uma morte anunciada
Autor: Gabriel García Márquez
“Pela primeira vez dona de seu destino, Angela Vicario descobriu então que o ódio e o amor são paixões recíprocas.”
Trecho escolhido por Heloisa Flesch

Livro: O Erro de Descartes
Autor: António Damásio
“O cérebro e o corpo constituem um organismo indissociável.”
“Os sentimentos são indispensáveis para a tomada de decisões.”
Nós tentamos, muitas vezes, sermos “racionais” ao falar ou tomar alguma decisão, mas a própria percepção de racionalidade deve vir acompanhada do conhecimento das emoções e suas influências. Aquilo que sentimos não é um “ruído” que atrapalha nossas decisões, mas parte importante de como pensamos, avaliamos e nos posicionamos, inclusive para perceber como nossas experiências e emoções influenciam a maneira como enxergamos outras pessoas.
Trecho escolhido por Lorena Martins

Livro: Tudo sobre o amor: novas perspectivas
Autora: Bell Hooks
“Despertar para o amor só pode acontecer se nos desapegarmos da obsessão pelo poder e pela dominação. Culturalmente, todas as esferas da vida — política, religião, locais de trabalho, ambientes domésticos, relações íntimas — deveriam e poderiam ter como base uma ética amorosa. Uma ética amorosa pressupõe que todos têm o direito de ser livres, de viver bem e plenamente.”
Trecho escolhido por Carla Douglass

Livro: Uma Questão de Química
Autora: Bonnie Garmus
O livro conta a história de uma química na década de 50.
“As mulheres em casa, fazendo bebês e limpando carpete. É escravidão legalizada.”
“Podemos nascer dentro de uma família sem necessariamente pertencer a ela.”
“Uma coisa que aprendi, Calvin: as pessoas sempre vão desejar uma solução simples para seus problemas complicados. É muito mais fácil ter fé em algo que você não pode ver, tocar, explicar ou mudar do que acreditar em algo que você realmente pode.” Ela suspirou. “Em si mesmo, quero dizer.”
Trecho escolhido por Fernanda Gutierrez

Livro: Alma Imoral
Autor: Nilton Bonder
O livro fala sobre a imprescindível imoralidade da alma.
“O mundo contemporâneo atravessa um grande desafio. Acampada à margem de um mar de enormes proporções, a espécie enfrenta um mundo que realmente se estreitou. Ele é estreito tanto pela moral como pela rebeldia”.
E você, qual trecho marcante gostaria de compartilhar conosco?
Gostou do artigo: “Dia Nacional do Livro com trechos que nos tocam e ampliam nosso olhar”?
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