A relação surdo-ouvinte, reflexões sobre as relações sociais e contextos culturais

Através das relações sociais se toma conhecimento das regras de conduta necessárias para se viver em sociedade. Surdos e ouvintes são atores sociais que estão, constantemente, interagindo uns com os outros em contextos culturais e sociais. Na interação social, se percebe outras pessoas e situações sociais e, baseando-nos nelas, elabora-se ideias sobre o que é esperado e os valores e crenças e atitudes que a ela se aplicam (Johnson, 1997). A relação social diz respeito à conduta de múltiplos agentes que se orientam reciprocamente em conformidade com um conteúdo específico do próprio sentido das suas ações.

Na ação social, a conduta do agente está orientada significativamente pela conduta de outro ou outros, ao passo que na relação social a conduta de cada qual entre múltiplos agentes envolvidos (que tanto podem ser apenas dois e em presença direta quanto um grande número e sem contato direto entre si no momento da ação) orienta-se por um conteúdo de sentido reciprocamente compartilhado. Desta forma, as relações sociais entre surdos e ouvintes poderão gerar dificuldades de entendimento, uma vez que ambos são usuários de diferentes línguas, e também por que fazem “leituras diferentes do mundo: os surdos fazem uma leitura visual, ao passo que os ouvintes se guiam muito mais pela audição. Contudo o respeito deve se fazer presente em todas as relações, tanto entre os sujeitos surdos quanto entre os sujeitos ouvintes.

As relações sociais entre surdos e ouvintes travam-se num debate da não percepção do outro. Dito de outra forma: a “ignorância” sobre a língua dos sinais e da expressão corporal do outro faz com que os ouvintes por determinadas vezes, deixem de perceber a comunicação que está ao seu lado, a sua frente e no seu cotidiano.

A falta de Políticas Públicas pela segunda língua, faz com que a sociedade ignore a importância de se comunicar em sua mais diversa possibilidade.

A crescente interferência das tecnologias, em especial, as altas tecnologias nas comunicações e também da facilidade de se comunicar, há uma crescente dificuldade de entender o outro. Assim se faz na comunicação por sinais, através da Libras, não é diferente. Muitos não entendem a importância da percepção e do respeito para as particularidades do outro. Não basta só comunicar, é preciso perceber a interpretação e compreensão do outro. Se as escolas alfabetizassem as crianças em Libras também, teria uma maior contribuição social a ponto de melhorar o entendimento entre surdos e ouvintes.

As relações sociais entre surdos e ouvintes travam-se num debate da não percepção do outro. Dito de outra forma: a “ignorância” sobre a
língua dos sinais e da expressão corporal do outro faz com que os ouvintes por determinadas vezes, deixem de perceber a comunicação que está ao seu lado, a sua frente e no seu cotidiano. A falta de Políticas Públicas pela segunda língua, faz com que a sociedade ignore a importância de se comunicar em sua mais diversa possibilidade. A crescente interferência das tecnologias, em especial, as altas tecnologias nas comunicações e também da facilidade de se comunicar, há uma crescente dificuldade de entender o outro. Assim se faz na comunicação por sinais, através da Libras, não é diferente. Muitos não entendem a importância da percepção e do respeito para as particularidades do outro. Não basta só comunicar, é preciso perceber a interpretação e compreensão do outro. Se as escolas alfabetizassem as crianças em Libras também, teria uma maior contribuição social a ponto de melhorar o entendimento entre surdos e ouvintes.

Referências MAGNANI, José Guilherme Cantor. Jovens na Metrópole: etnografias de circuitos de lazer, encontro e sociabilidade. 1.ed. São Paulo: Editora: Terceiro Nome, 2007. NASCIMENTO, Lilian Cristine Ribeiro. Um pouco mais da história da educação dos surdos, segundo Ferdinand Berthier”..Disponível em: . Acesso em: 20 de junho de 2016 PERLIN, G. T. O lugar da cultura surda. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2004. PINTO, P. L. F. Identidade Cultural Surda na Diversidade Brasileira. Espaço, Rio de Janeiro, v.16, p. 34-41, 2001. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 STROBEL, Karin. As imagens do outro sobre a cultura surda. 2.ed.


Gostou do artigo: “A relação surdo-ouvinte, reflexões sobre as relações sociais e contextos culturais”?
Leia também:

Conflitos Sociais que resultaram na primeira escola para Surdos e reconhecimento da língua de sinais

COMO TRABALHAMOS

Raça e Etnia

Letramento racial por meio da arte: do entendimento histórico às práticas antirracistas no trabalho. Reconhecidas com o Selo Igualdade Racial, apoiamos empresas a sair do discurso para a estrutura.

COMO TRABALHAMOS

Empregabilidade de Jovens

Preparamos times e lideranças para receber e desenvolver jovens diversos — do acolhimento à mentoria. Tema conectado ao nosso compromisso com o Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes.

COMO TRABALHAMOS

Pessoa com Deficiência

Trabalhamos o capacitismo e a acessibilidade atitudinal com experiências de mudança de perspectiva. O grupo vivencia, conversa e aprende linguagem e práticas inclusivas para construir um ambiente onde todas as pessoas pertencem.

COMO TRABALHAMOS

Saúde Mental e Atualização NR-1

Riscos psicossociais explicados de forma clara e humana, à luz da nova NR-1. Rodas de diálogo, check-ins de bem-estar e práticas de cuidado que fortalecem uma cultura de saúde mental no trabalho.

COMO TRABALHAMOS

Voluntariado Empresarial

Capacitamos voluntários com nossa abordagem lúdica para atuar com crianças, jovens e comunidades. Uma experiência que transforma quem recebe — e, como contam nossos clientes, também quem doa.

COMO TRABALHAMOS

LGBTI+

Letramento sobre identidades de gênero e orientações com arte e diálogo, sem julgamentos. Construímos juntos ambientes seguros, de respeito e pertencimento — na prática, não só no discurso.

COMO TRABALHAMOS

Combate ao Assédio

Criamos um espaço seguro para uma conversa difícil: as diferenças entre assédio moral e sexual, os limites no dia a dia e os caminhos de escuta e denúncia. Prevenção com clareza, empatia e alinhamento às exigências da NR-1.

COMO TRABALHAMOS

ESG | Sustentabilidade

O S do ESG ganha vida com vivências sobre responsabilidade social e os 5Rs da sustentabilidade — com a nossa personagem Dona Terra. Conectamos práticas ambientais e sociais ao cotidiano de cada equipe.

COMO TRABALHAMOS

Equidade de Gênero

Dados, histórias e diálogo facilitado sobre equidade: liderança feminina, maternidade, divisão invisível do trabalho. Signatárias dos WEPs (ONU Mulheres), levamos o tema do conceito à mudança de comportamento.

COMO TRABALHAMOS

Vieses Inconscientes e Microagressões

Por meio de vivências artísticas e provocações lúdicas, tornamos visíveis os atalhos mentais que todos carregamos. Em diálogo facilitado, o grupo aprende a reconhecer microagressões no cotidiano de trabalho — e ganha ferramentas práticas para interrompê-las com respeito.

Se quiser saber mais sobre nossos projetos ou se tiver interesse em contribuir de alguma forma com conteúdo alinhado ao nosso propósito ou ideias, envie-nos uma mensagem que entraremos em contato com você o mais rápido possível!.