A Rosie e a Rosa têm uma amizade muito linda. Mas elas não são amigas de infância, tão pouco se conhecem faz um tempão. Na verdade, elas acabaram de se conhecer. Foi há 3 meses quando Rosie estava na mesma festa que a Rosa que, se não me engano, era o aniversário da Flavia. Você deve estar se perguntando, então, como em tão pouco tempo, elas têm esse tipo de amizade. Vou te contar duas das vezes em que as encontrei: quando se conheceram e o dia em que bati essa foto delas.
A noite em que se conheceram foi em uma festa de hip hop, daquelas que só a Flavia sabe dar. Aquelas noites que parecem dia de tão claras, a música estava no ponto, a lua gigante no céu que parecia vibrar com o som e todo mundo dançando. Mesmo quem não queria dançar, estava mexendo a cabeça ou o pé.
A Rosa veio porque conhecia uma amiga da aniversariante e a Rosie, que chegou há pouco na cidade, estava ali porque era amiga do baixista de uma das bandas que iam tocar. As duas se encontraram na pista e foi ali que tudo começou! Cada um com sua galera, dançaram muito, rolou coreografia, batalha de passinho, muito footwork, drop, floor rocks e um monte de power moves que só quem manja muito sabe qualé.
Dali da pista, para beber uma água lá fora, para trocar uma ideia, perceberam que tinham um monte de coisa em comum: amor pela Terra, por quindim e por ativismo. As duas sabiam do valor que tem o nosso planeta, a beleza que é guardar espaço no estômago para uma sobremesa de ovo e a potência de mudança que têm as pessoas quando se unem para buscar causar um impacto positivo.
Quando as vi, no dia em que bati essa foto, elas estavam na floresta, aqui próxima de casa. Só fazia 3 meses da festa da Flavia e as duas já tinham virado amigas íntimas, com gírias próprias, um monte de piadas internas, histórias que tinham vivido juntas e outras que só uma delas, mas as duas contavam como se estivessem juntas. Naquele dia, estavam lá, próximas de casa, para fazer uma passeata – só as duas – em homenagem ao Planeta. Acredite! Uma passeata de duas pessoas, até cartaz elas fizeram. A ideia era marchar para pedir RESPEITO à nossa Terra, Rosa explica: “Escolhemos vir até a floresta porque queríamos falar diretamente com a Dona Terra, dizer que somos muito gratas por tudo que ela nos proporciona e contar para ela tudo que já mudamos na nossa rotina para mostrar nosso respeito a Ela.”
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