Neste mês a CEO e cofundadora de Carlotas Fabiana Gutierrez conversa com Güibson Tôrres co-fundador e Gerente Executivo da Associação Pacto de Promoção da Equidade Racial e Paula Batista, jornalista, educadora antirracista, criadora do Ser Antirracista e certificadora do Pacto sobre equidade racial.
O Pacto é uma organização da sociedade civil que surgiu há cinco anos para provocar o debate sobre equidade e inclusão racial no ambiente corporativo. Seu foco é apoiar empresas na promoção de profissionais negros a cargos de liderança, contribuindo com estratégias e metas para garantir oportunidades reais e estruturais.
Já o Ser Antirracista atua diretamente dentro de empresas e escolas, promovendo a equidade racial por meio de ações educativas e consultorias. Além disso, verifica e certifica as organizações que cumprem os compromissos assumidos com o Pacto pela Promoção da Equidade Racial.
Por que essa certificação é importante?
Embora 56% da população brasileira se declare negra, os cargos de liderança continuam predominantemente ocupados por homens brancos. Essa desigualdade, histórica e estrutural, persiste há mais de 130 anos.
Sem iniciativas como o Pacto, estima-se que o Brasil levaria 179 anos para alcançar a equidade salarial entre todos os níveis hierárquicos da empresa. Com o Pacto, essa meta pode ser atingida em até 20 anos.
De acordo com Paula Batista: “ser signatária do Pacto significa que a empresa se compromete publicamente com a promoção da equidade racial, por meio de políticas de contratação e promoção inclusivas, ações afirmativas para pessoas negras e transparência nos dados e metas de equidade. Para que isso aconteça, a intencionalidade deve ser o ponto principal, pois não basta apoiar a pauta pontualmente ou delegá-la a uma única pessoa dentro da empresa. É necessário que o compromisso esteja claro nas políticas institucionais e que seja sustentado por ações contínuas”.
“É preciso abandonar o discurso de não encontrar pessoas qualificadas no mercado de trabalho e assumir a responsabilidade sobre isso”. Afirma Güibson Tôrres
Falar sobre racismo e inclusão é urgente, sobretudo em um momento em que pautas de diversidade estão ameaçadas. Mais do que discutir, é preciso agir e para isso, deixo aqui algumas perguntas feitas por Güibson:
- Como você tem contribuído para a redução das desigualdades sociais?
- Como está educando as próximas gerações?
- Como se relaciona com pessoas negras e de grupos minorizados?
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