Sim, existe uma escola de empatia na vida real e sou grata por ter acesso a ela.
Sempre achei o termo empatia bonito e poderoso, mas confesso que só entendi o que ele realmente significa na prática vivendo em outro continente, em meio a uma pandemia global, longe do meu idioma, cultura e rede de apoio.
Foi nesse cenário inesperado que conheci Carlotas, e que entendi que empatia não é apenas sobre sentir pelo outro. É sobre ouvir o outro, sobre estar com o outro, sobre construir relações verdadeiras, e mesmo quando tudo parece ser uma utopia, acreditar que é possível construir uma nova realidade. E foi isso que me fez ter a certeza de que existe sim uma escola de empatia na realidade, uma escola chamada Carlotas!
Ao me mudar do Brasil para a Alemanha, percebi que havia uma grande diferença entre morar fora e pertencer. A realidade me pegou de surpresa: um idioma estranho, uma cultura
desconhecida, dias escuros, a sensação de estar vivendo dentro do freezer, e de que de repente sua vida inteira só pudesse existir se fosse traduzida com suporte de um aplicativo. Isso tudo, que para muitos parece um ‘perrengue chique’, me levou a viver um tipo de silêncio emocional difícil de explicar — e foi nesse silêncio que a pergunta surgiu:
“O que posso fazer entre Brasil e Alemanha?”
Fiz essa pergunta ao meu melhor amigo na época: o Google, e foi assim, que encontrei Carlotas, através do mundo virtual e do poderoso trabalho invisível dos algoritmos! Ao acessar o site de Carlotas, algo brilhou nos meus olhos.
A proposta de valor que vi nessa marca era diferente de tudo o que estava vendo até então, uma marca com propósito, com personalidade própria onde eu pude perceber um cuidado especial na escolha de cada palavra, de cada imagem, na presença do Selo B de certificação, que sabemos que não é algo simples de se obter e que sinaliza o compromisso com impacto real para um mundo melhor. E quanto mais eu navegava, mais eu me encantava e sentia que havia ali algo com o qual eu me conectava.
Na época, eu ainda não entendia muito bem que em Carlotas existiam duas localizações de atuação: a Carlotas no Brasil, com foco nos ambientes corporativos e educacionais, e a Carlotas na Alemanha, com um trabalho voltado para a realidade das mulheres migrantes. Mas mesmo sem compreender todas essas nuances, senti que tudo ali fazia muito sentido e estava conectado pelo mesmo propósito: inclusão, diversidade e empatia como prática.
Sem pensar suas vezes, enviei um e-mail que guardo até hoje com muito carinho nos meus back-ups e no meu coração, afinal, como especialista em branding, eu sei que a primeira impressão é a que fica. E no dia seguinte, recebi uma resposta realmente humanizada e super gentil. Na hora eu percebi que não era uma mensagem automática, como vocês podem notar no print abaixo. Era uma resposta escrita com atenção, cuidado e escuta, escrita especialmente para mim.
Naquele momento, sem querer, eu já estava tendo a oportunidade de vivenciar na prática a proposta de valor de Carlotas: sem elas precisarem me dizer isso, eu havia encontrado um espaço real de escuta e acolhimento e mais do que isso, eu fui realmente ‘ouvida’ e acolhida. Uma MARCA QUE FALA!
Alguns dias depois, conciliamos as agendas e marcamos um encontro virtual onde pude conhecer Carla Douglass em NY e a Carla Dins, na Alemanha, e desse encontro nasceu o convite oficial para eu começar escrever para o Jornal Carlotas. um gesto que me tocou profundamente e que me fez perceber que eu poderia começar ali, um novo capítulo da minha história… e posso afirmar que naquele momento, o que nenhuma de nós poderíamos imaginar, é que um dos meus conteúdos mais aleatórios (sobre tâmaras… risos) um dia se tornaria um dos links mais acessados de todo o site Carlotas, o que me enche de orgulho. Você pode ler esse meu artigo aqui.
A partir de então, fui aproveitando ao máximo, todas as oportunidades que iam surgindo de me envolver com Carlotas Alemanha. Comecei a participar de todos os cursos criados especialmente para mulheres migrantes como eu, tais como o Ich Bin Dabei, que me ajudou a entender o funcionamento do novo país, o Bússola, que me trouxe clareza sobre o meu modelo de negócio e os diferenciais que carregava comigo, além de ter me dado boas amizades que carrego até hoje. Tudo feito com tanto carinho e cuidado, pensando nos mínimos detalhes para as mulheres que estavam vivenciando exatamente o que eu vivia, e aos poucos fui percebendo até que a minha dificuldade em aprender alemão não era cognitiva — era emocional. Por que no fundo, eu nunca tinha desejado estar ali… mas aconteceu… e até isso eu consegui encontrar em Carlotas, no curso Ganz Einfach, comecei a aprender Alemão com mais empatia, e construindo verdadeiras conexões e amizades que foram ressignificando minha experiência na Alemanha, por completo.
Carlotas, e as amizades que conquistei via Carlotas, me ofereceram apoio, escuta e formação em momentos em que talvez eu não conseguisse acessar isso sozinha. E sei que muitas outras mulheres migrantes vivem desafios semelhantes. Cada uma à sua maneira, com suas histórias, bagagens e dores e que juntas, percebemos nossos potenciais e nos ajudamos mutuamente, cada uma da forma que pode.
Hoje percebo que minha história como mulher migrante é apenas uma das muitas que Carlotas escuta e abraça. Seja no Brasil ou na Alemanha, seja com crianças e jovens ou com mulheres, Carlotas é, acima de tudo, uma marca que escuta. E transforma.
Os anos se passaram, e os ventos novamente mudaram de direção e hoje, eu acabei me mudando de país de novo, agora estou na Indonésia. E dessa vez, diferente de quando cheguei à Alemanha, não me sinto mais perdida. E percebo que isso aconteceu porque agora trago comigo uma bagagem poderosa: a formação que recebi na melhor escola de empatia do mundo!
A cada novo passo que dou, levo comigo esse aprendizado. Carlotas me ensinou que empatia não se ensina só com palavras. Se ensina com presença, com tempo, com verdade. Eu sei que tudo isso pode parecer uma utopia, mas é real. E antes de encerrar este artigo, gostaria de contextualizar que em tempos de inteligência artificial, pedi à minha Iaiá, minha assistente criativa, que fizesse uma revisão ortográfica e gramatical deste artigo, e assim que ela me devolveu revisado, e assim que recebi, somente por curiosidade, eu perguntei se ela saberia me dizer se já existe alguma escola de empatia no mundo e, para minha surpresa, vejam só o que ela me respondeu:
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