A bailarina que é uma mulher empreendedora que investe na sororidade.

Ingrid é como um girassol que se abre para o sol, mas ela se abre para a música. Desde garotinha, se ouvia algum som bom deixava-se levar pelo ritmo. Ela ouvia uma batucada ali, dançava; tocava um beat acolá,dançava; um solo de piano animado, dançava. Dançava de tudo um pouco e, com o passar do tempo, focou seu talento no balé. Todos por aqui adoram assisti-la dançar.

Como é lindo o balé! A leveza das bailarinas ao ritmo poderoso da orquestra. Na ponta do pé a Ingrid brilha, é como se houvesse uma corda invisível segurando-a pelo topo da cabeça enquanto seu corpo se move sem brigar com a gravidade.

Ela começou a dançar balé quando tinha 8 anos de idade, e desde lá precisava de sapatilhas para dançar. Mas não sei se você já percebeu, mas todas as sapatilhas disponíveis para bailarinas são de um tom claro, rosa ou bege, e ficavam com muito destaque em contraste a pele da Ingrid. Por isso, ela começou a tingir suas sapatilhas com maquiagem para que a cor ficasse mais no tom da sua pele. Ela fez isso por anos, eu mesmo acompanhei nas mídias sociais ela pintando as sapatilhas. Hoje um par dessas sapatilhas tingidas está em um museu nos Estados Unidos (Smithsonian National Museum of African American History & Culture).

Além de dançarina profissional, a Ingrid tem outras qualidades. Para começar, ela é muito articulada! Os personagens de Carlotas juntam-se para ouvi-la sempre que ela está live no Insta. Além disso, é também empreendedora, já ouviu falar do Empowher?

Ela, junto com outra empreendedora chamada Helya Mohammadian, fundou a EmpowerHerNY que tem como objetivo dar voz a outras mulheres. A ideia do projeto é criar um ambiente seguro para todas mulheres poderem discutir suas experiências, dificuldades e realizações sem julgamento, sempre incentivando a sororidade e o diálogo.

Conto inspirado na Ingrid Silva.


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