A importância dos Grupos de Afinidades nas organizações

Começamos 2022 trabalhando o tema Diversidade, Equidade e Inclusão em dois de nossos clientes: Chanel e Coca Cola FEMSA. Duas empresas consideram essa pauta importantíssima para que haja desenvolvimento humano e justiça social, além de estarem fortemente engajadas nas suas ações internas para fomentar e disseminar a pauta. Para isso, estamos trabalhando os seus Grupos de Afinidades ou Grupos de Diversidade. Você sabe o que são esses grupos? Vamos explicar tudo nesse artigo:

1. Quando e de onde vem o nome?

O termo, com origem em inglês,  Employee Resource Groups – ERGs, foi adaptado para o cenário brasileiro como “grupos de afinidade” ou “grupos de diversidade”. Surgidos nos anos 60, para enfrentar desafios de tensões raciais no trabalho nos EUA, esses grupos são uma das estratégias empresariais de inclusão e diversidade mais efetivas.

2. O que são os Grupos de Afinidade / Grupos de Diversidade?

Os Grupos de Afinidades podem assumir os pilares de pessoas sub-representadas especificamente de cada empresa, por exemplo, inserção de mulheres (equidade de gênero), pessoas negras (raça/etnia), pessoas com deficiência, LGBTQIA+, pessoas idosas (maturidade ou gerações), imigrantes e/ou refugiados, pessoas de diferentes culturas (multiculturalidade), dentre outros marcadores sociais possíveis de se apoiar. De uma forma geral, os integrantes do grupo de afinidade se reúnem em fóruns e encontros recorrentes para compartilhamento de informações, conhecimento ou para definir as ações que podem ser realizadas, estimulando o engajamento dos demais colaboradores. Abaixo apresentamos os principais grupos e o que são trabalhados nas empresas:

>> Raça e Etnia – este grupo representa as diferentes raças de critérios físicos ou biológicos (cor da pele), e também podem representar fatores sociais e culturais, como tradições e linguagem de um território específico.

>> Equidade de gênero – trabalha a igualdade de tratamento e direito para todos dentro da organização, este grupo busca eliminar principalmente toda e qualquer discriminação contra a mulher.

>> Pessoa com Deficiência – este grupo tem por objetivo trazer reflexões e propor avanços nas políticas dentro da empresa, como por exemplo a acessibilidade, autonomia e independência desse público.

>> LGBTQIA+ – este grupo trabalha para combater qualquer tipo de discriminação dentro da empresa e promove a igualdade de oportunidades e suporte emocional.

>> Pessoas Idosas/Maturidade/Gerações – este grupo trata o preconceito etário e luta para combater os paradigmas criados em torno das pessoas mais velhas.

>> Riqueza Cultural/Multiculturalidade – o objetivo desse grupo é eliminar os preconceitos contra pessoas de diferentes origens e culturas, trazendo informações sobre a pluralidade inerente à população brasileira.

>> Diversidade Religiosa –  este grupo representa as pluralidades religiosas e visa eliminar qualquer repulsão e discriminação desta pauta.

>> Refugiados – busca acolher pessoas em situação de refúgio com o objetivo de trazer apoio, respeito e suporte dentro de seus diferentes contextos de vida.

3. Como funciona?

Cada empresa trabalha de acordo com seu tamanho, estrutura, dinâmica e objetivo. Normalmente os colaboradores (de diversos níveis hierárquicos) se inscrevem para participar do grupo que se identificam mais ou que acreditam ter mais a contribuir.  Os grupos se reúnem geralmente 1x por mês, virtualmente e/ou presencialmente, mas essa frequência pode variar em cada empresa. A participação é voluntária e as ações e estratégias são construídas com os membros do Grupo.

4. Qual a importância e sua finalidade?

A relevância de sua existência para as organizações é embasada em várias pesquisas e estudos que comprovam os inúmeros benefícios de se ter um ambiente com diversidade, equidade de oportunidades e respeito às diferenças: uma alavanca para performance, inovação, competitividade, engajamento e retenção de talentos, além das empresas se tornarem bem-sucedidas em lucros. Por isso, criar uma área específica para fomentar essa temática estrategicamente em todas as ações da empresa é um movimento natural que muitas estão seguindo.

Potencializar o senso de pertencimento, de comunidade e de identificação entre os participantes geralmente são os motivos para empresas estimularem um engajamento orgânico dos colaboradores nessa iniciativa, gerando impacto no comercial, no recrutamento, no desenvolvimento de lideranças, no marketing e comunicação, na comunidade, entre muitos outros.

Principais objetivos dos Grupos de Afinidades:

_ Unir pessoas com propósitos semelhantes, promovendo espaços seguros de troca

_ Estimular a pauta e ampliar perspectivas dentro da organização

_ Trazer o senso da cultura de diversidade & inclusão para o negócio

_ Viabilizar ações de sensibilização dentro da companhia

_ Avaliar potenciais soluções e trazer direcionamento nas prioridades estratégicas

_ Promover ações para atrair e criar engajamento da liderança

_ Realizar ações para promover a atração e seleção de talentos diversos

5. Benefícios

São inúmeras pesquisas que revelam os benefícios de uma empresa estruturar seu Grupo de Diversidade/Afinidade, além de descentralizar a responsabilização de propagar essa pauta na empresa (que antes caía completamente no RH), esses grupos geram integração, conexão, diálogo aberto e maior efetividade nas ações dentro e fora da empresa.

Uma pesquisa da Software Advice revelou que 65% das pessoas entrevistadas acreditam que os grupos de afinidades têm um impacto positivo no engajamento dos colaboradores. Em contrapartida, 32% das empresas afirmam não ter uma estratégia clara de marca empregadora, segundo o relatório do Linkedin “Global Trends Report” de 2017, que também apontou o fato de mais de 80% das lideranças reconhecerem que isso tem impacto significativo sobre sua forma de contratação. Ou seja, empresas e líderes que não abraçarem essa realidade podem estar perdendo (e muito).

*Imagem da capa: Snappy Booth via Snappy.


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