Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

Montagem dividida em duas partes: à esquerda, colagem caótica com fotos em preto e branco e formas coloridas; à direita, perfil de um adolescente com expressão séria sobre fundo claro com fragmentos espalhados. Representa o impacto emocional do bullying.

Quase todas as datas relevantes sobre os temas sensíveis com os quais atuamos, carregam uma história pesada e cheia de pontos doloridos. O 7 de abril não é diferente. Nesta data, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, um marco de reflexão e mobilização para combater as diferentes formas de agressão que ocorrem no ambiente escolar. Essa data foi escolhida em memória a uma trágica ocorrência envolvendo os piores desfechos para um contexto de problemas de convivência em uma escola. O caso trouxe à tona discussões urgentes sobre a prevenção da violência escolar e a necessidade de políticas efetivas de segurança e acolhimento nas escolas.

Violência na Escola: Um Problema Complexo

O bullying é uma das formas de violência mais comuns no ambiente escolar, mas não é a única. As escolas também enfrentam desafios como agressões físicas, discriminação, violência psicológica, assédio e até mesmo ataques armados. Costumamos usar a expressão “violências” nos diálogos que promovemos, justamente por seu caráter plural. Assim como qualquer problema complexo, precisamos levar sempre em consideração as inúmeras camadas que compõem essa temática: social, psicológica, econômica, cultural, entre outras. 

Se queremos transformar uma realidade, é preciso antes de qualquer coisa nomeá-la. Não podemos enfrentar as violências se não soubermos reconhecê-las.

O bullying, por exemplo, é definido como “todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.” (Lei 13.185).

Basta ler a definição que já conseguimos prever os inúmeros impactos na vida das vítimas e nos espaços de convivência, não é?

É com essa sensação de desconforto e honrando seu compromisso com a proteção das crianças e jovens que circulam em seus espaços, que algumas escolas têm buscado a nossa ajuda para criar políticas e protocolos claros e consistentes de intervenção às violências. Tem sido um grande prazer ajudar as instituições a pensarem o que podem e devem fazer para prevenir, intervir e cuidar deste tema dentro da rotina escolar. Sua escola tem um protocolo que orienta um passo a passo definido sobre o que deve ser feito? Em quais situações de violência a escola deve envolver equipamentos da rede de proteção? Como acolher os envolvidos? Qual acompanhamento deve ser feito a longo prazo? São aspectos importantes demais para serem decididos no calor da emoção dos acontecimentos.

Os Pilares para o Combate à Violência Escolar: Prevenir, Acolher e Restaurar

Nessas construções, apontamos que para combater o bullying e outras formas de violência na escola, é fundamental adotar uma abordagem baseada nos pilares da prevenção, do acolhimento e da restauração das relações interpessoais.

  • Prevenir: A prevenção da violência escolar exige uma abordagem sistêmica, que inclua a formação de professores e gestores para lidar com conflitos, a implantação de programas de educação socioemocional e a promoção de uma cultura de paz dentro e fora das salas de aula. É necessário rever o posicionamento institucional para transformar a cultura punitiva em uma cultura restaurativa, e não apenas após as ocorrências, mas o tempo inteiro. A convivência é um tema transversal na escola!
  • Acolher: Muitas vezes, comportamentos violentos são reflexo de problemas emocionais e sociais enfrentados pelos estudantes. Criar espaços de escuta ativa, fortalecer o apoio psicopedagógico e estabelecer canais de diálogo entre alunos, professores e famílias são estratégias fundamentais para acolher aqueles que sofrem ou que manifestam comportamentos agressivos.
  • Restaurar: A violência gera feridas profundas nas relações escolares. Por isso, é fundamental que as escolas adotem práticas restaurativas, como círculos de diálogo e mediação de conflitos, para reconstruir vínculos e evitar a reincidência de comportamentos agressivos.

A responsabilidade é coletiva

O combate à violência na escola não é uma responsabilidade apenas da instituição de ensino, mas de toda a sociedade. Famílias, poder público, organizações e a comunidade em geral devem estar atentas e comprometidas com a promoção de um ambiente mais seguro para crianças e adolescentes. Medidas como legislações mais eficazes, formação continuada de profissionais da educação e a integração entre escolas e redes de proteção social são essenciais para prevenir e mitigar os impactos da violência.

Este Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola nos convida a agir. Que possamos transformar nossas escolas em espaços onde o respeito, a escuta e o cuidado sejam prioridades. 

Que a prática do cuidado vire rotina!

Como sua escola tem trabalhado para prevenir a violência? Compartilhe suas experiências em info@carlotas.com.br

 

Gostou do texto: “Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola”?

Leia também: Fabiana Gutierrez fala sobre o bullying em entrevista ao Jornal Joca

Se quiser saber mais sobre nossos projetos ou se tiver interesse em contribuir de alguma forma com conteúdo alinhado ao nosso propósito ou ideias, envie-nos uma mensagem que entraremos em contato com você o mais rápido possível!.