Empatia é um ato de coragem

Mas por que raios empatia é um ato de coragem?

Para mim, a resposta está centrada em um ponto fundamental deste processo: se abrir para o outro. Isso significa estar disponível e vulnerável para o que isso possa significar.

Quando nos propomos a criar essa ponte entre nós e o outro, vamos achar em nós coisas que talvez não queiramos mexer, assuntos que guardamos em gavetas trancadas, lembranças jogadas para debaixo do tapete ou apenas esquecidas em um canto para ver se desaparecem.

Estar aberto e vulnerável é dizer sim a coisas que não podemos controlar e isso assusta até mesmo os mais aventureiros (imagina nós, os mais controladores!). Assusta porque vamos lidar com sentimentos desconfortáveis, encarar nossos maiores medos e assumir que, talvez, a gente não seja aquela pessoa tão bacana que pensávamos em uma determinada situação. É como olhar no espelho e ver além da carcaça. É olhar no fundo da nossa alma e abraçar tudo que insistimos em fingir não ser.

E podemos viver uma vida inteira evitando esse encontro com nós mesmos, mas seguramente não conseguiremos criar essa conexão com o outro. Haverá sempre um ponto que nos distanciará e nos evitará de sermos inteiros nessa relação.

Não é à toa que, para mim pelo menos, empatia – além de um ato de coragem – é, de longe, uma das habilidades mais desafiadoras que existe. Ela vai exigir uma inteireza e honestidade difíceis de exercitar. Porque não é para o outro, é para nós mesmos. E nós somos nossos piores juízes.

A boa notícia é que a cada passo que damos nessa direção (de mergulhar em nós mesmos) para exercitar a empatia, estamos mais perto do que nos conecta com o outro. E conexões salvam vidas e transformam o mundo. E se tem um mundo que precisamos salvar, esse mundo é o nosso próprio.

Coragem!

*Imagem da capa via Canva.


Gostou do artigo: “Empatia é um ato de coragem”?
Leia também:

Empatia é um ato de coragem e a melhor ferramenta que temos para convivermos

COMO TRABALHAMOS

Raça e Etnia

Letramento racial por meio da arte: do entendimento histórico às práticas antirracistas no trabalho. Reconhecidas com o Selo Igualdade Racial, apoiamos empresas a sair do discurso para a estrutura.

COMO TRABALHAMOS

Empregabilidade de Jovens

Preparamos times e lideranças para receber e desenvolver jovens diversos — do acolhimento à mentoria. Tema conectado ao nosso compromisso com o Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes.

COMO TRABALHAMOS

Pessoa com Deficiência

Trabalhamos o capacitismo e a acessibilidade atitudinal com experiências de mudança de perspectiva. O grupo vivencia, conversa e aprende linguagem e práticas inclusivas para construir um ambiente onde todas as pessoas pertencem.

COMO TRABALHAMOS

Saúde Mental e Atualização NR-1

Riscos psicossociais explicados de forma clara e humana, à luz da nova NR-1. Rodas de diálogo, check-ins de bem-estar e práticas de cuidado que fortalecem uma cultura de saúde mental no trabalho.

COMO TRABALHAMOS

Voluntariado Empresarial

Capacitamos voluntários com nossa abordagem lúdica para atuar com crianças, jovens e comunidades. Uma experiência que transforma quem recebe — e, como contam nossos clientes, também quem doa.

COMO TRABALHAMOS

LGBTI+

Letramento sobre identidades de gênero e orientações com arte e diálogo, sem julgamentos. Construímos juntos ambientes seguros, de respeito e pertencimento — na prática, não só no discurso.

COMO TRABALHAMOS

Combate ao Assédio

Criamos um espaço seguro para uma conversa difícil: as diferenças entre assédio moral e sexual, os limites no dia a dia e os caminhos de escuta e denúncia. Prevenção com clareza, empatia e alinhamento às exigências da NR-1.

COMO TRABALHAMOS

ESG | Sustentabilidade

O S do ESG ganha vida com vivências sobre responsabilidade social e os 5Rs da sustentabilidade — com a nossa personagem Dona Terra. Conectamos práticas ambientais e sociais ao cotidiano de cada equipe.

COMO TRABALHAMOS

Equidade de Gênero

Dados, histórias e diálogo facilitado sobre equidade: liderança feminina, maternidade, divisão invisível do trabalho. Signatárias dos WEPs (ONU Mulheres), levamos o tema do conceito à mudança de comportamento.

COMO TRABALHAMOS

Vieses Inconscientes e Microagressões

Por meio de vivências artísticas e provocações lúdicas, tornamos visíveis os atalhos mentais que todos carregamos. Em diálogo facilitado, o grupo aprende a reconhecer microagressões no cotidiano de trabalho — e ganha ferramentas práticas para interrompê-las com respeito.

Se quiser saber mais sobre nossos projetos ou se tiver interesse em contribuir de alguma forma com conteúdo alinhado ao nosso propósito ou ideias, envie-nos uma mensagem que entraremos em contato com você o mais rápido possível!.