Em uma era de diversidade e inclusão, as empresas estão finalmente começando a reconhecer o valor do público 50+ não apenas como consumidores, mas também como profissionais valiosos. No entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer no combate ao etarismo e na promoção da inclusão etária em nossa cultura corporativa.
Algumas empresas ainda veem a inclusão etária mais como um elemento de marketing do que como uma prática integrada à sua cultura. Porém, à medida que o discurso se transforma em ação, está se tornando claro que a diversidade etária pode trazer benefícios tangíveis para os negócios. As empresas que resistem em contratar profissionais maduros estão perdendo a chance de se beneficiar de anos de experiência, maturidade, responsabilidade e comprometimento. E mais, equipes multigeracionais são comprovadamente mais criativas e produtivas, levando a uma maior satisfação do cliente e a uma redução no turnover e no absenteísmo.
Na era da Inteligência Artificial (IA), a suposição de que essas tecnologias substituirão a mão de obra humana é comum. Porém, acredito que as habilidades humanas, como criatividade, empatia e julgamento, permanecerão insubstituíveis. A IA certamente trará mudanças para o mercado de trabalho, mas não substituirá a experiência e a visão de vida que os profissionais mais maduros trazem.
Ainda existem estereótipos no Brasil sobre a contratação de profissionais com mais de 50 anos, associando-os à falta de produtividade ou à resistência à tecnologia. Para promover um processo de contratação mais inclusivo, é essencial promover a educação e a conscientização, desconstruindo esses estereótipos preconcebidos.
Os líderes e gestores têm um papel crucial na promoção de uma cultura inclusiva. Eles podem fazer isso encorajando o respeito e a valorização da diversidade etária e promovendo a troca de experiências e conhecimentos entre as diferentes gerações.
Além das dificuldades de contratação, os profissionais mais maduros enfrentam o desafio de se manter atualizados e adaptar-se às novas tecnologias e práticas de trabalho. A mentalidade de aprendizado contínuo é tanto um desafio quanto uma oportunidade de crescimento e evolução.
Infelizmente, o Brasil ainda carece de uma legislação específica para proteger os trabalhadores mais maduros. No entanto, essa lacuna também representa uma oportunidade para que as empresas tomem medidas proativas para promover a diversidade etária e influenciar as políticas públicas.
A inclusão etária é vital para a sociedade e para as empresas. A diversidade etária é benéfica para todos(as) e enriquece nosso ambiente de trabalho, nossas vidas e nossa sociedade. Na Maturi, estamos comprometidos em fazer parte dessa mudança e convido todas as empresas a se juntarem a nós nessa missão.
Um último ponto a considerar é que, apesar da população com mais de 50 anos representar 27% da população do país, a média de funcionários(as) nessa faixa etária nas grandes empresas brasileiras está entre 3% e 5%.
Isso mostra que ainda temos muito a fazer para promover a verdadeira inclusão etária em nosso país.
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