No dia 14 de abril, diferentes setores da sociedade se reuniram em torno de um tema urgente e estruturante: a inclusão produtiva das juventudes. Promovido por Carlotas, em parceria com o Ministério Público de São Paulo, Tokio Marine, LWSA, 1MIO (Unicef) e Movimento Educa2030 (Pacto Global), o encontro fomentou o diálogo sobre direitos humanos, a importância de ampliar o acesso de jovens ao mundo do trabalho, especialmente aqueles em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica, como os jovens do Sistema de Acolhimento, público com o qual Carlotas atua há pelo menos 6 anos.
Mais do que um compromisso coletivo, a inclusão produtiva se apresenta como uma estratégia essencial para a redução das desigualdades e para a construção de um país mais equitativo e sustentável.
A programação teve início com um painel que reuniu o Movimento Educa 2030 e o UNICEF apresentando sua iniciativa “1 Milhão de Oportunidades” (1MIO), trazendo uma perspectiva ampliada sobre os desafios e oportunidades na formação de jovens para o futuro do trabalho. As discussões ressaltaram a importância de políticas integradas e iniciativas que levem em consideração não apenas a qualificação técnica, mas também o desenvolvimento integral dos (as) jovens, incluindo perspectivas sociais e emocionais.
No segundo painel, o Ministério Público de São Paulo, juntamente com as empresas Tokio Marine e LWSA, apresentou experiências concretas de empregabilidade. Os casos evidenciaram como as parcerias entre o setor público e privado podem gerar impactos reais, especialmente quando há intencionalidade, investimento e compromisso com a transformação social.
No centro dessas iniciativas estão programas estruturados a partir de pilares sólidos de atuação: a elaboração de projetos customizados e parcerias estratégicas; a gestão e execução alinhadas às demandas do mercado; a criação de conteúdos acessíveis e conectados às diretrizes educacionais como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC); a oferta de diferentes formatos de ensino, que ampliam o acesso e a aprendizagem; o acesso a mentorias profissionais, que conectam funcionários da empresa aos jovens e, através do voluntariado empresarial, promovem o desenvolvimento mútuo; e, por fim, o monitoramento e avaliação contínuos, que garantem a mensuração de resultados e a melhoria das ações.
O objetivo central dessas iniciativas é ampliar o ingresso de jovens, especialmente aqueles em situação de acolhimento institucional, no mercado de trabalho, por meio de trajetórias formativas que integrem autoconhecimento, competências socioemocionais, colaboração, sustentabilidade e empregabilidade.
Entre os objetivos específicos, destacam-se o fortalecimento de habilidades socioemocionais, a ampliação de perspectivas de vida, o apoio no processo de transição para a vida adulta fora do sistema de acolhimento e a construção de redes de apoio consistentes.
Os programas atendem jovens que vivem em serviços de acolhimento, como SAICAs, casas-lares e repúblicas jovens. Trata-se de um público marcado por trajetórias de vulnerabilidade socioeconômica, associadas a situações de violência, negligência ou ruptura de vínculos familiares. No Brasil, mais de 31 mil crianças e adolescentes vivem sob medidas de acolhimento, sendo a maioria concentrada nas regiões Sudeste e Sul. Ao completarem 18 anos, muitos desses(as) jovens precisam deixar os serviços de acolhimento e enfrentar, de forma abrupta, muitos desafios.
É nesse momento crítico que os programas de empregabilidade ganham ainda mais relevância. Iniciativas como o “Sementes do Brasil”, da Tokio Marine, e o “Conectaê”, da LWSA, exemplificam caminhos possíveis. Voltados a jovens entre 16 e 18 anos em acolhimento institucional, esses projetos exigem que os(as) participantes estejam matriculados na escola e organizados(as) para acompanhar as atividades formativas no formato presencial ou online. Já o programa “Sementes do Brasil – Lótus” amplia o olhar para mães jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica, entre 18 e 23 anos, apoiando sua formação e inserção profissional.
Além de promover a qualificação, essas iniciativas também posicionam as empresas como agentes educadores e empregadores comprometidos com a agenda de direitos humanos e diversidade. Ao investir no desenvolvimento socioemocional, fomentar ambientes inclusivos e valorizar perspectivas plurais, organizações como Tokio Marine e LWSA não apenas transformam a vida dos(as) jovens participantes, mas também influenciam positivamente o mercado, inspirando outras empresas a assumirem um papel ativo na inclusão produtiva.
O encontro reforçou que a empregabilidade juvenil, não pode ser tratada de forma isolada. Ela exige articulação, continuidade e corresponsabilidade. Mais do que preparar jovens para o trabalho, trata-se de garantir condições reais para que possam construir projetos de vida dignos, com autonomia, pertencimento e perspectiva de futuro.
No momento final, foram tratadas questões como:
- A importância e estratégias de engajamento da liderança.
- Preparo da empresa, lideranças e áreas para recebimento e desenvolvimento dos jovens.
- Significar o trabalho aos jovens para reter talentos.
- Feedbacks estruturados e plano de desenvolvimento para os jovens – oportunidade de sucessão de carreiras.
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