Mediação de Conflitos em movimento

Março marcou a retomada das Comissões de Mediação de Conflitos no ExploreCarlotas com estratégias práticas e diálogo com gestores da DRESA.

Março, no programa ExploreCarlotas, foi um mês dedicado à retomada das Comissões de Mediação de Conflitos (CMCs), com o reencontro dos(as) participantes do ano anterior e o acolhimento dos(as) novos(as) integrantes que seguirão conosco ao longo deste ano. Trabalho não faltou!

Para as escolas que já participaram o ano passado, o momento foi de revisitar pontos estratégicos, refletir sobre desafios e avanços e construir novas estratégias para fortalecer ainda mais o grupo. Para isso, utilizamos a dinâmica das “três caixas”. Na caixa do passado, os(as) participantes trouxeram falas, projetos e comportamentos que já não fazem mais sentido e que precisam ser deixados para trás. Na caixa do presente, refletimos sobre práticas que têm funcionado e devem ser mantidas. Já na caixa do futuro, discutimos ações e iniciativas que ainda não fazem parte do cotidiano da CMC, mas que podem ser implementadas nas escolas.

Além disso, pedimos para que observassem de forma atenta e cuidadosa o contexto da escola levando em consideração a convivência, as relações e o clima escolar procurando perceber: 

  • Como as pessoas se relacionam
  • Como os conflitos aparecem
  • O que se repete no cotidiano
  • O que chama a sua atenção ou causa algum incômodo
  • Onde há cuidado e onde ele ainda precisa ser fortalecido

 

Com as Comissões novas, o momento foi de escuta. Conhecemos cada participante e elaboramos algumas perguntas sobre conflitos e violências para que pudéssemos compreender melhor a especificidade de cada território.

Encerramos o mês participando do encontro online da Diretoria Regional de Educação de Santo Amaro (DRESA) que contou com a presença de 62 gestores e gestoras de escolas da região. Para orientar a discussão, utilizamos três perguntas disparadoras:

  1. Como você conecta a mediação de conflitos com a sua forma de perceber o mundo e como ela interfere na sua prática como educador(a)?
  2. Que práticas já produzem deslocamentos reais nos conflitos e na maneira como são mediados na sua escola?
  3. Que tipo de formação faria diferença real na sua prática? 

 

A partir das perguntas, alguns pontos importantes foram discutidos nesta manhã:

  • a mediação constante de conflitos na sociedade, com foco em nosso cotidiano nas escolas. 
  • o diálogo e escuta atenta, respeitosa e empática.
  • o fortalecimento do diálogo com as famílias na construção de vínculos
  • a identificação de diferentes formas de violências 
  • trocas de experiências entre escolas

 

Por fim, destacamos também o lançamento e a relevância de materiais que vêm orientando nossas reflexões e práticas, como o Protocolo de Enfrentamento ao Racismo e à Xenofobia, o Estatuto do Conselho Mirim e o ECA Digital. Esses documentos serão incorporados às discussões e atividades com as CMCs, contribuindo de forma significativa para o aprofundamento das práticas de mediação e convivência nas escolas.

Que venha abril!

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