No dia 29 de outubro comemora-se o Dia Nacional do Livro, uma data que celebra uma longa trajetória da escrita até a chegada do livro eletrônico. Os primeiros registros gráficos surgiram no papiro, material feito a partir do caule de uma planta que permitia a escrita. Com o tempo, os rolos de papiro foram substituídos pelo pergaminho, produzido com pele animal, mais resistente e passível de ser costurado.
Foi a partir do surgimento da prensa tipográfica que utilizava letras e símbolos em relevo esculpidos em metal que o livro foi inventado.
E, para celebrar este dia, convidamos novamente o time de Carlotas a indicar um livro lido neste ano e escrever um breve comentário sobre ele. Além do título, pedimos um parágrafo curto, destacando algo que tenha chamado sua atenção, o que o motivou a ler ou o que mais o surpreendeu.
E para você? Qual foi o seu livro favorito em 2025?
Seguem nossas recomendações:
Indicados por Fabiana Gutierrez
“Água Fresca para as Flores”, de Valérie Perrin, traz como tema central o luto, mas também a potência dos recomeços. Um livro de muita sensibilidade que, para mim, mostra o amor nos detalhes e nos cuidados cotidianos.
“Um Milhão de Pequenas Coisas”, de Jodi Picoult, expõe com firmeza as sutilezas (e as brutalidades) de uma sociedade racista. Um retrato corajoso de como o racismo se inscreve nas relações, muitas vezes sem que se perceba.
Ambos, à sua maneira, falam sobre o que sustenta os vínculos e o nosso papel na construção deles. Porque são nos detalhes, e nas escolhas, que as relações se revelam.
Indicado por Carla Douglass
“Devoradores de Estrelas”, de Andy Weir. Esse ano eu li alguns livros de ficção, estava precisando mesmo escapar a realidade política dos EUA, onde eu moro. O livro não é uma escolha comum para meu gosto, além de ser uma ficção-científica ele é longo, são quase 500 páginas. Mas tudo que eu estava entendendo como um desafio na leitura, acabaram sendo as melhores partes do livro. A história é tão boa que você quer mesmo que o livro nunca acabe. E a obra é cheia de ensinamentos de ciência, física e química, o que parece difícil para quem não manja (como eu), mas o autor explica tudo de uma maneira acessível. Eu adorei! Nem trago aqui a melhor parte para não estragar a surpresa de quem ainda vai ler! Quem já leu me escreve para papearmos.
Indicado por: Heloísa Flesch
“O verdadeiro criador de tudo”, de Miguel Nicolelis, defende que o cérebro humano é o grande “criador” da realidade como a percebemos, sendo responsável por moldar nossa história, cultura, ciência e até como reagimos a crises. Ele mostra como a evolução do cérebro permitiu o surgimento da civilização e alerta para os impactos da vida digital no enfraquecimento da empatia, lembrando que é na presença, no encontro e na relação com o outro que continuamos a construir um mundo mais humano. Para mim foi mais uma descrição de quão poderoso e criativo o nosso cérebro atua sob nossa realidade e, principalmente, nas nossas relações.
Indicado por Fernanda Gutierrez
“Seu paciente favorito – 17 histórias extraordinárias de psicanalistas”, de Violaine De Montclos, é aquele livro que não precisa ter a psicanálise como base para ler. Ele fala sobre encontros revelando a fragilidade do ser humano.
Indicado por Fernando Tsukumo
“Factfulness: O hábito libertador de só ter opiniões baseadas em fatos”, livro que mostra com dados que o planeta está melhor do que imaginamos, quebra vieses muito comuns que limitam nossa visão mais objetiva do mundo, ajuda a desenvolver um espírito crítico e ajuda a desenvolver um hábito de se basear em estatísticas e não fatos isolados.
Indicado por Gabriela Garcia
“FUP”, uma fábula de Jim Dodge. Um livro sobre relações em forma de fábula. Não dá para falar muito, porque, como ele é curtinho, qualquer coisa que eu diga estragará a enorme surpresa que é devorar esse livrinho em uma hora (juro, em uma hora ele está lido). Um avô beberrão, um neto inesperado e uma pata gorda. Apenas leiam.
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