Novas perspectivas sobre a Independência do Brasil

Novas perspectivas sobre a Independência do Brasil

A Independência do Brasil já foi contada de muitas formas ao longo da nossa história. Durante muito tempo, predominou uma narrativa marcada pela imagem de Dom Pedro I, montado em seu cavalo às margens do Rio Ipiranga, proclamando “Independência ou Morte”.

Atualmente, nosso olhar foi ampliado e trouxemos outras narrativas, experiências e perspectivas para o centro do debate, como a dos povos africanos, indígenas e de diferentes grupos que também fizeram parte desse processo. Trata-se de questionar uma visão predominantemente eurocêntrica e romantizada da Independência e reconhecer que a construção do nosso país foi marcada por diferentes sujeitos, interesses, conflitos e formas de resistência.

Nesse sentido, a educação tem um papel fundamental: criar oportunidades para que essas histórias sejam revisitadas e contadas a partir de diferentes perspectivas, ampliando o repertório e favorecendo uma compreensão mais crítica e plural.

Por isso, trago aqui três materiais que podem contribuir para esse exercício de olhar novamente para a Independência do Brasil e conhecer fatos importantes silenciados.

O primeiro material é o filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”(fotos acima), dirigido por Carla Camurati e lançado em 1995. Com humor e ironia, o filme revisita o período da chegada da família real portuguesa ao Brasil e nos convida a olhar para a nossa história para além das narrativas oficiais e romantizadas. O filme retrata um país erguido sobre privilégios, acordos de conveniência e relações de poder.

O Projeto Querino, de Tiago Rogero, de 2022, propõe uma nova leitura da história do Brasil a partir da centralidade da população negra. Resultado de uma ampla pesquisa, o projeto reúne podcast produzido pela Radio Novelo, reportagens e livro, resgatando personagens e histórias muitas vezes apagados dos manuais tradicionais e evidenciando tanto as violências produzidas pela escravidão e pelo racismo quanto a agência e a contribuição da população negra na construção do país. Foi vencedor do prêmio Vladimir Herzog em 2023 e um dos mais ouvidos do streaming.

Finalmente deixarei aqui o livro escrito pelo jornalista Laurentino Gomes, “1822: Como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram Dom Pedro a criar o Brasil — um país que tinha tudo para dar errado”. Nele, ele relata o complexo processo de independência do Brasil e os bastidores da criação do país como uma nova nação, desconstruindo a imagem heroica e pacífica do Grito do Ipiranga retratada no famoso quadro de Pedro Américo.

Conhecer diferentes perspectivas não significa apagar o que já aprendemos, mas revisitar nossa compreensão sobre o passado e reconhecer que a história é construída por muitas narrativas.

Afinal, contar a Independência do Brasil de outras formas também é uma maneira de compreender melhor o país que somos hoje e de refletir sobre o país que queremos construir.


Gostou do artigo: “Novas perspectivas sobre a independência do Brasil”?

Leia também:

21 de março: memória, denúncia e compromisso com a transformação

COMO TRABALHAMOS

Raça e Etnia

Letramento racial por meio da arte: do entendimento histórico às práticas antirracistas no trabalho. Reconhecidas com o Selo Igualdade Racial, apoiamos empresas a sair do discurso para a estrutura.

COMO TRABALHAMOS

Empregabilidade de Jovens

Preparamos times e lideranças para receber e desenvolver jovens diversos — do acolhimento à mentoria. Tema conectado ao nosso compromisso com o Pacto Nacional pela Inclusão Produtiva das Juventudes.

COMO TRABALHAMOS

Pessoa com Deficiência

Trabalhamos o capacitismo e a acessibilidade atitudinal com experiências de mudança de perspectiva. O grupo vivencia, conversa e aprende linguagem e práticas inclusivas para construir um ambiente onde todas as pessoas pertencem.

COMO TRABALHAMOS

Saúde Mental e Atualização NR-1

Riscos psicossociais explicados de forma clara e humana, à luz da nova NR-1. Rodas de diálogo, check-ins de bem-estar e práticas de cuidado que fortalecem uma cultura de saúde mental no trabalho.

COMO TRABALHAMOS

Voluntariado Empresarial

Capacitamos voluntários com nossa abordagem lúdica para atuar com crianças, jovens e comunidades. Uma experiência que transforma quem recebe — e, como contam nossos clientes, também quem doa.

COMO TRABALHAMOS

LGBTI+

Letramento sobre identidades de gênero e orientações com arte e diálogo, sem julgamentos. Construímos juntos ambientes seguros, de respeito e pertencimento — na prática, não só no discurso.

COMO TRABALHAMOS

Combate ao Assédio

Criamos um espaço seguro para uma conversa difícil: as diferenças entre assédio moral e sexual, os limites no dia a dia e os caminhos de escuta e denúncia. Prevenção com clareza, empatia e alinhamento às exigências da NR-1.

COMO TRABALHAMOS

ESG | Sustentabilidade

O S do ESG ganha vida com vivências sobre responsabilidade social e os 5Rs da sustentabilidade — com a nossa personagem Dona Terra. Conectamos práticas ambientais e sociais ao cotidiano de cada equipe.

COMO TRABALHAMOS

Equidade de Gênero

Dados, histórias e diálogo facilitado sobre equidade: liderança feminina, maternidade, divisão invisível do trabalho. Signatárias dos WEPs (ONU Mulheres), levamos o tema do conceito à mudança de comportamento.

COMO TRABALHAMOS

Vieses Inconscientes e Microagressões

Por meio de vivências artísticas e provocações lúdicas, tornamos visíveis os atalhos mentais que todos carregamos. Em diálogo facilitado, o grupo aprende a reconhecer microagressões no cotidiano de trabalho — e ganha ferramentas práticas para interrompê-las com respeito.

Se quiser saber mais sobre nossos projetos ou se tiver interesse em contribuir de alguma forma com conteúdo alinhado ao nosso propósito ou ideias, envie-nos uma mensagem que entraremos em contato com você o mais rápido possível!.