Resgate Inclusivo, Deficiências e Desastres Climáticos

Ilustração lúdica com árvores, prédios, barco vermelho e chuva intensa à noite, representando o tema “Resgate Inclusivo, Deficiências e Desastres Climáticos”.

Após um ano da enchente que destruiu o Rio Grande do Sul e da pior queimada que arrasou o Pantanal, a maneira de lidar com os desastres climáticos, não será a mesma. Segundo o Jornal da USP, o Brasil enfrentou 4.077 desastres climáticos entre 2020 e 2023.

Foi a partir da ausência de menção do resgate de pessoas com deficiência no Rio Grande do Sul, a falta de protocolos e a negligência da mídia em relação a essa população em desastres, que nasceu o Projeto – “Resgate Inclusivo – Pessoas com Deficiência e Eventos Climáticos Extremos”.

Idealizado pela Marta Gil, socióloga, fundadora e coordenadora executiva do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, referência na inclusão de pessoas com deficiência desde 1989 e nossa parceira de Bate-Papo. Assista aqui nossa conversa sobre Acessibilidade e Inclusão.

Resgate Inclusivo é considerado um o conjunto articulado de conhecimentos e ações voltados para a prevenção, mitigação, preparação, resposta a eventos climáticos extremos e posterior reconstrução, tendo como eixos: 

  • Direitos Humanos;
  • Acessibilidade (em todas as suas dimensões);
  • Escuta de Pessoas com Deficiência;
  • Produção e Disseminação de Informações;
  • Fornecimento de subsídios para políticas públicas;
  • Parceria para Formação e Multiplicação de equipes de salvamento como:
    • Defesa Civil (federal, estadual e municipal),
    • Corpo de Bombeiros,
    • Organizações de Assistência Humanitária,
    • e outros

De acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), cerca de 15% da população vive com algum tipo de deficiência. As mulheres com deficiência são mais vulnerabilizadas frente a riscos naturais, desastres induzidos pelo clima e emergências globais de saúde.

O projeto também leva em consideração o desconhecimento para lidar com as necessidades específicas de cada pessoa com deficiência na ocorrência de um desastre climático.

Diante deste cenário, além de propor estratégias para uma atuação mais eficaz, o projeto também chama atenção para a importância da construção de uma cultura de prevenção inclusiva, que envolva a sociedade na totalidade. Isso inclui desde a elaboração de planos de evacuação acessíveis até a disseminação de informações em formatos compatíveis com diferentes tipos de deficiência, passando pela capacitação contínua de profissionais e voluntários(as) que atuam na linha de frente dos resgates.

Sendo assim, o Projeto Resgate Inclusivo surge como uma resposta urgente e necessária para garantir que nenhuma vida seja deixada para trás. A inclusão de pessoas com deficiência em todas as etapas de gestão de riscos e emergências não deve ser vista como um ato de caridade, mas como uma exigência de justiça social e de respeito aos direitos humanos.

Para saber mais sobre o Projeto, acesse:

 

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