Saiu no JOCA: Violência Silenciosa e Comunicação Não Violenta

Matéria para Crianças

Quando pensamos em violência, logo vem a imagem de brigas e agressões físicas. Porém, um tipo muito comum é a violência verbal. E não são apenas palavrões e xingamentos que caracterizam uma agressão. A forma como falamos pode ser tão ou mais ofensiva algumas vezes.

Você pode perceber que alguma pessoas falam com certa tristeza, raiva ou frieza sem perceber. Isso gera consequências a sua volta como isolamento, exclusão e antipatia. Às vezes é difícil ficar ao lado de uma pessoa que é sempre assim, mesmo entendendo que ela é legal e minha amiga. Mas vocês já pararam para pensar como nós estamos nos comunicando para os outros?

Precisamos nos comunicar o tempo todo! Ao vivo, por telefone, por mensagens, no computador, cartas…. Desde para nossa própria diversão – com os amigos, por exemplo – até para debater alguma ideia. Em tempos de tantas discussões sobre política, você já percebeu como pessoas próximas se afastaram por não conseguirem conversar adequadamente por terem pontos de vistas diferentes?

A comunicação é uma das ferramentas chaves que temos para nos relacionar. Saber usa-la, com respeito e aceitação, pode evitar muitos mal-entendidos. Aqui vai um desafio para você: preste atenção em como você tem se comunicado. Tente perceber que tipo de palavras que usa e seu tom de voz. Faça isso por uns dois dias e, a partir daí, tente usar uma comunicação mais respeitosa, com palavras de gentileza (por favor, obrigado e desculpa) e sem palavrões ou xingamentos. Conte para a gente como foi a experiência e o impacto que ela causou a sua volta através do e-mail carlotas@carlotas.com.br.

Matéria para Educadores

A comunicação é uma importante ferramenta que usamos no nosso dia-a-dia. Principalmente para nos relacionarmos. Não é de hoje que tem se percebido sua importância nas relações – para mante-las e para destruí-las. No entanto, num período com tantas disputas e intolerância fica ainda mais visível seu papel.

O psicólogo americano Marshall Rosenberg desenvolveu um estudo sobre a comunicação eficaz e empática, a chamada Comunicação Não Violenta. Para ele, a comunicação deve ser algo que conecte as pessoas, simples e direta, na qual as pessoas possam falar genuinamente o que sentem sem se sentirem julgadas, humilhadas, coagidas ou ameaçadas. Como se baseia no respeito e empatia, é fundamental para momentos como os que estamos passando de grandes discussões, pois se ajuda a resolver conflitos, conectando-se com os outros.

Diante das disputas de discussões a cerca do cenário político do Brasil, essa reflexão sobre como temos nos comunicado é fundamental para ajudar os alunos a não repetirem as mensagens de ódio e de desrespeito.

Você pode trabalhar em sala a CNV para medir os debates com assuntos polêmicos de acordo com a idade das crianças como melhor time de futebol ou política.

Para ajudar a conduzir a conversa, trouxemos um morador de Carlotas que nos ajuda com as leis, o Tung, o juiz da Suprema Corte.

Além de treinar a CNV em debates na sala, você pode explorar as diferentes profissões que precisam da comunicação. O objetivo é conhecer diversas possibilidades de trabalho e exercitar a CNV em diversos cenários, enxergando assim sua aplicabilidade. Algumas sugestões de profissões para começarem a trabalhar – o que faz, situações críticas para o uso do CNV: professor, diplomata, médico, vendedor e político. – Você pode fazer um cartaz com as regras para deixar na sala de aula, assim todos vão se lembrar no dia-a-dia de como se comunicar. Escreva para a gente que mandamos a arte para impressão. Adoraríamos também saber como foram os debates e as práticas de CNV na sua turma. Nosso e-mail é carlotas@carlotas.com.br.


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