Mês da Empatia: 8 anos depois, a gente segue caminhando juntos

Mês da Empatia 8 anos depois, a gente segue caminhando juntos

Em 2018, Carlotas decidiu que junho seria, pra gente, o Mês da Empatia. A ideia nasceu de uma provocação dos mentores no Investment Ready Program, um projeto inesquecível que você pode assistir nosso pitch aqui (foto acima).

Aceitamos o desafio, afinal a empatia move nosso trabalho e merecia, ao menos uma vez por ano, um lugar de destaque no calendário, no diálogo, na pauta. Naquele primeiro junho, foi quase um convite tímido: vamos parar um instante e conversar sobre isso?

Oito anos depois, junho virou um ritual coletivo. A gente já recebeu cartas, vídeos, desenhos, depoimentos, propostas. Já vimos a empatia ser celebrada em escolas, empresas, casas e redes sociais. Vimos também a palavra ser confundida, banalizada, esvaziada, o que só reforça a importância de continuar voltando a ela com cuidado.

Por isso, neste Mês da Empatia 2026, fizemos algo um pouco diferente: elaboramos uma trilha. Selecionamos dez artigos do nosso blog para você ler no ritmo que fizer sentido ao longo do mês. Há textos curtos, indicações de livros para aprofundar reflexões, contribuições da ciência e provocações que convidam ao pensamento. E há também espaço para a dúvida. Afinal, questionar faz parte de todo processo de aprendizagem!

Para começar: o que é, afinal, empatia?

Antes de qualquer coisa, vale conhecer a palavra. A origem da palavra empatia é um texto curto e revelador sobre como o termo chegou até nós e o quanto seu significado se transformou no caminho.

Se a sua dúvida é mais prática do que etimológica, Mas afinal, como é ser empático? Existem algumas pessoas mais empáticas que outras? responde com clareza às perguntas que mais ouvimos.

E pra quem gosta de princípios, OITO princípios da empatia, baseado em Roman Krznaric, segue sendo um dos textos mais lidos de Carlotas. Um clássico que envelheceu bem.

Aprofundando: quando a empatia falta, e quando ela basta

Empatia não é só um sentimento bonito, é também o que freia atos cruéis. O Livro Empatia e a Origem da Crueldade, de Simon Baron-Cohen, mostra com base científica o que acontece quando há ausência de empatia. É uma leitura forte, mas necessária.

Pra quem quer entender a empatia no cérebro, o bate-papo Neurociência e empatia com a Dra. Carla Tieppo explica de forma acessível o que acontece conosco quando nos colocamos no lugar do outro. Vale ouvir mais de uma vez.

E pra quem prefere uma porta sensorial: “Vista minha pele”, um exercício de empatia é um curta-metragem brasileiro que faz, em poucos minutos, o que muitos livros tentam fazer em capítulos. Se ainda não viu, recomendo demais.

Provocações: empatia tem limite?

Aqui chegam os textos que mais geraram conversas internas em Carlotas e que talvez sejam os mais importantes pro nosso mês.

Vestir o sapato do outro: um passo para trás é uma provocação direta: e se a metáfora de “calçar o sapato do outro” estiver, na verdade, atrapalhando? Texto que merece um café e atenção.

Empatia e autocompaixão nos faz refletir que não dá pra cuidar do outro sem se cuidar primeiro. Empatia sem limites vira esgotamento e é algo que muita gente, que faz nosso tipo de trabalho, conhece de perto.

Empatia é um ato de coragem e a melhor ferramenta que temos para convivermos fecha o bloco. Afinal, escolher se importar, no mundo de hoje, exige coragem.

Pra fechar o mês: um respiro lúdico

Não dá pra falar de empatia em Carlotas sem passar pelo nosso Mundo. Dr. Eurico e suas invenções empáticas é um dos personagens mais antigos e queridos do nosso universo. Ele é um cientista bondoso que cria invenções para tornar a vida das pessoas um pouquinho mais cuidadosa. Talvez seja a forma mais leve de explicar empatia pra uma criança que você conheça. Compartilhe com filhos(as), sobrinhos(as), alunos(as).

Um convite final

Em 2018, lançamos o primeiro Mês da Empatia sem saber se alguém responderia ao convite. Oito anos depois, temos a certeza de que há escuta, diálogo e presença. Muito do que Carlotas se tornou nasceu justamente dessas trocas, reflexões e encontros construídos ao longo do caminho.

Esse mês não é nosso. É de todo mundo que escolhe, mesmo numa quarta-feira complicada, parar por um segundo e olhar com mais atenção pra pessoa que está do lado.


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