Escola como Espaço de Convivência: o que aprendemos juntos(as) em outubro

Fechamento Educação

O mês de outubro foi marcado por importantes reflexões e ações realizadas pelo Programa ExploreCarlotas em parceria com educadores, estudantes e famílias das 35 escolas participantes e instituições parceiras. Cada encontro reafirmou nosso compromisso com a construção de uma cultura de paz e com o fortalecimento das relações no ambiente escolar.

Nossa última Reunião Pedagógica do ano foi realizada no CEI Vereador Nazir Miguel, com o tema “A Arte da Convivência: As relações no contexto escolar”. O encontro promoveu um espaço de diálogo sobre o clima escolar e o quanto ele reflete as relações cotidianas. As discussões destacaram como somos influenciados por esse clima, seja ele de acolhimento, de tensão ou de colaboração e como cada um pode contribuir para torná-lo mais saudável e construtivo. Um dos recursos nesse diálogo para ilustrar sobre o quanto somos influenciados pelo ambiente é o vídeo: O Poder da Experiência Social – Experimento do Elevador que nos levou a ter boas discussões sobre nossas posturas e ações no clima escolar.

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Assista ao vídeo aqui:

 

Promovemos em parceria com o Instituto Mundo Aflora uma palestra na Fundação Casa, com o tema “Saúde Mental: Cuidando de quem cuida” para os agentes socioeducativos, que atuam dentro e fora dos centros femininos de medidas socioeducativas com programas humanizados de fortalecimento de vínculos e aumento de repertório em habilidades socioemocionais, socioeconômicas e direitos humanos, possibilitando autonomia, oportunidades em educação, empregabilidade e cuidado da saúde mental. O encontro trouxe à tona os impactos do alto estresse, o contato constante com histórias de vulnerabilidade e a importância de cuidar de quem cuida. Foi um momento de reconhecimento e escuta sobre o desafio de manter o equilíbrio emocional em ambientes marcados por tantas demandas humanas.

Nas escolas, as Comissões de Mediação de Conflitos seguem fortalecendo práticas de convivência e fortalecimento de vínculos. No CEI Américo de Souza, a equipe vivenciou como promover um  Círculo de Diálogo. Vivenciaram um Círculo com a temática: “Ser mediador(a) é construir um lugar seguro para todos(as)”, refletindo sobre segurança emocional e corresponsabilidade. Perguntas norteadoras que levou a reflexões potentes no Círculo:

  • Conte-nos quem é você, há quanto tempo você é educador(a) e por que escolheu ser educador(a).
  • O que você precisa para se sentir no espaço seguro?
  • Como você sente que poderia contribuir enquanto integrante da Comissão de Mediação de Conflitos  para a escola ser um lugar mais seguro?

Abriram espaço para o reconhecimento das trajetórias e o fortalecimento dos vínculos dentro da comunidade escolar. Foi um diálogo muito potente! Parabéns, time!

Outro destaque foi a participação de Carlotas na Semana “Carreira à Prova de Futuro”, nos dias 22 e 24 promovida pela Escola Castanheiras. Nos dois encontros, as temáticas foram sobre “Empatia” e “A Desconstrução do Perfeito”. Reuniram famílias e estudantes em conversas sobre as pressões contemporâneas, as expectativas em torno do sucesso e a importância de enxergar a singularidade de cada trajetória. Esses diálogos intergeracionais revisitaram o poder da escuta como ponte entre diferentes olhares e gerações.

Encerrando o mês, o nosso time também esteve presente na Semana da Diversidade da Escola Stagium, com o diálogo “Os impactos e a potência das relações no contexto escolar”. Famílias e estudantes foram convidados(as) a refletir sobre questões fundamentais:

  • O que faz você se sentir seguro(a) em um espaço de convivência?
  • E quando não há segurança, o que está presente?
  • Se sabemos o que precisa acontecer, por que é tão difícil construir uma comunidade realmente segura e inclusiva?

A partir dessas provocações, discutimos modelo de mundo, violências e suas tipologias, seus impactos e danos ao desenvolvimento humano. Uma reflexão essencial emergiu: 

  • Que papel eu exerço dentro de situações e casos violentos? 
  • Quem somos nós frente à violência? A vítima, o agressor ou o expectador?

O encontro terminou com a prática de uma ferramenta simples, mas poderosa: a escuta. Escutar verdadeiramente é abrir espaço para o outro existir, e esse exercício gerou falas profundas, reconhecimento e pertencimento. A escuta se mostrou, mais uma vez, um dos caminhos mais potentes para transformar conflitos em convivência.

Encerramos outubro com a certeza de que cada ação, encontro e palavra contribuíram para fortalecer escolas mais seguras, empáticas e humanas. Seguimos em novembro com o mesmo propósito: fazer da convivência uma prática diária e da educação um espaço de transformação coletiva.

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